Amon Täglich; Capitulo Três, Primogênito, aquele que serve ao elemento terra.

- Quem é você? – Eduardo se colocou na frente de Marina de forma que qualquer ataque pudesse ser bloqueado por ele.Nesse momento é preciso entender a situação de Eduardo, ele percebia que estava lutando contra algo mais forte do que o normal e que não poderia usar seu poder real para não chamar a atenção dos outros, além disso, o seu poder era muito destrutivo, se usado em um lugar com tantos prédios, causaria estragos inimagináveis. Tirando o fato de que sua irmã tinha aprendido a dominar o poder do fogo, a menos de um mês e ainda não possuía um elemento específico e isso é fator vital para que você consiga equilibrar seu poder.
- Capitão do Terceiro Esquadrão do Submundo, Servidor do Senhor das Trevas e tenho ordens para levá-lo ao meu senhor, vivo, porém não totalmente saudável.
- Sinto muito capitão, mesmo que eu tenha que botar abaixo toda essa cidade você não vai conseguir chegar perto, nem de mim, muito menos de minha família.
- Isso é o que vamos ver. – O capitão era um monstro truculento e muito grande, devia ter mais de dois metros de altura, os olhos eram um vermelho escuro, o fedor invadia toda a viela onde eles estavam. Depois de se recuperar da sensação que a escuridão provocava Eduardo notou a presença de um pequeno batalhão atrás do capitão.
- Isso vai ser mais difícil do que está parecendo, preciso usar o poder. – Pensou ele.
- Droga, fazer o que? – Eduardo se preparou para o pior.
- Vamos ver o quanto o seu título de capitão vale. Elemento Terra, Primogênito de Todos, Senhor dos Portões do Sul, Apareça em Forma de Ferro e Bronze, Martelo Aríete.
Todo o asfalto tremeu como em um pequeno terremoto. Eduardo continuava parado estático com o selo fechado em suas mãos, e olhava fixamente pra todo o espaço a sua frente. O tremor passou.
- O que houve jovem mago? A sua mágica infantil falhou? – zombou um dos soldados maiores atrás do capitão.
O capitão retirou uma espada de ferro, enferrujada e velha, brandiu ela na direção de Eduardo e gritou:
- Acabem com ele!
- SUGIRO QUE VÁ EMBORA AGORA, CAPITÃO! – gritou Eduardo.
- E agora você quer me dar ordens? Você vai morrer seu verme. – Todos correram em direção a Eduardo brandindo suas armas sujas.
- Quem avisa amigo é. Quem não ouve, é burro! Nunca subestime um mago, capitão! ELEMENTO TERRA, REVERBERAR! – As feições de Eduardo mudaram, ele que tinha uma aparência séria e calma agora estava agitado.
O tremor que havia passado voltou e dessa vez muito mais forte, o chão começou a rachar debaixo dos pés de todos e uma forte luz saia das fendas. Marina que estava parada, até o momento, observando tudo correu procurando um apoio para não cair.
Eduardo quebrou o selo, cerrou os punhos e deu um gancho no ar, nessa hora quem estivesse um pouco mais acima conseguiria ver que o brilho não era apenas luz, mas um círculo mágico perfeito que se estendia por toda a área, logo após o gancho uma luz mais forte brotou de dentro do circulo e em uma enorme explosão um punho gigante feito de terra atingiu o contingente que se aproximava lançando todos no ar.
- Isso, meu caro capitão, se chama expansão de território, que pena que agora você não vai mais viver parar contar para os seus amigos não é mesmo?
Eduardo disparou seu punho contra o ar varias vezes e os golpes se repetiram impiedosamente contra o contingente de monstros que agora estavam presos naquela armadilha. A aura de Eduardo havia mudado, os seus olhos brilhavam em um tom de ouro e energia jorrava do seu corpo.
- Já chega, não é mesmo? – Eduardo fez um movimento com as mãos e o capitão foi jogado mais a frente, enquanto seus homens ficaram para trás.
- Eles são puro lixo, posso acabar com eles, mas você capitão, eu mudei de idéia quanto ao seu destino, dará um recado ao seu senhor, por mim ta certo? Diga a ele que aqui existe um guardião e que nele habita o espírito da terra, que se tentar uma nova investida contra minha família, ele deve ter em mente que farei o reino fétido dele ruir.
Nesse momento Eduardo passou a mão pelo pescoço, como uma faca que corta a garganta de alguém, e todos os monstros foram decapitados, virando em seguida poeira negra.
- Agora você, vá e não apareça NUNCA MAIS! – Eduardo usou as mãos pra fazer o selo da terra mais uma vez e como quem empurra algo para baixo, e o capitão foi sugado para dentro da terra, desaparecendo.
Quando se virou, Eduardo mostrou pela primeira vez no mundo o verdadeiro espírito de um mago, seus cabelos estavam bagunçados, os magos não eram muito ligados na estética, uma grande capa marrom escura com várias insígnias (inscrições mágicas) o vestia perfeitamente, e seus olhos eram o que mais chamava a atenção, estavam brilhantes até na escuridão da noite, eram de um tom dourado.

- Incrível! Maninho, você acabou com eles, e essas roupas, esse cabelo, e os olhos, que coisa mais legal. – Marina vinha correndo em direção a Eduardo.
- Não é nada que seja bom possuir, talvez no passado, mas o que agora me ajuda está sendo retirado do mundo, isso quer dizer que pra eu fazer o que fiz aqui, algo de ruim aconteceu. Você entende o porquê de eu não usar magia desse tipo?
- Sim entendo, mas mudando rapidinho de assunto, é melhor sairmos daqui não? Em breve isso aqui vai estar cheio de gente, vamos embora! – Marina segurou Eduardo pelo braço e puxou ele.
- Calma! Temos que ir, mas acho que devemos voltar pra perto de nosso irmão, sinto que talvez estejamos atrasados, e não posso esperar mais, segure-se em mim, nós temos que ir agora! – Eduardo abraçou a irmã contra seu peito, levantou o braço e abaixando-o gritou:
- Elemento Terra, Transportar! – Fazendo os dois desaparecerem dentro na terra.
Enquanto isso, Andrews e Lucas olhavam de cima do muro a rua deserta, no final da rua um poste apagou, mas os dois não ligavam, Andrews havia acabado de dizer:
- Haja o que houver não se mova, não grite e espere, existe um ser que está vindo ao nosso encontro e só ele deve saber nossa localização, a nossa volta existe uma barreira, mas basta uma ação brusca e a barreira vai se desfazer, então seremos vistos por todos eles.
Se alguém pudesse ter olhado pelos olhos de Lucas teria visto pela rua, andando, voando pelo céu, ao lado deles, vários monstros deformados, que manchavam o mundo com suas formas imundas e o mal que exalava de dentro deles…

~ por taglich em Março 15, 2008.

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