Amon Täglich; Capitulo Quatro, Senhor dos Senhores, o líder dos controladores do destino.

Lucas olhava Andrews atentamente, ele queria falar algo, mas não podia. As ordens de Andrews haviam sido bem claras e aquela imagem, bem se vocês pudessem ver o que Lucas viu, iriam entender o real sentido de fétido e tenebroso…
- Eu sei que você quer falar, mas não pode por que apenas eu que criei a barreira posso manifestar energia dentro dela, o timbre de sua voz vai fazer a barreira se quebrar, talvez você não sinta, por que seus poderes ainda são novos, mas existe uma pressão espiritual aqui, e só o nosso convidado vai poder desfazer…
No momento em que Andrews estava falando, uma espécie de distorção surgiu no ar, imagine você um lugar muito quente e quando se olha ao longe a imagem se desfaz, bem é essa a aparência de uma distorção, um homem, na verdade um jovem que parecia andar pela casa dos vinte anos, saiu da distorção e apesar de todos os monstros ele foi andando firme, em frente, direto para onde Andrews e Lucas estavam.
Andrews parecia preocupado, os seus olhos estavam fixos no jovem…
- Mais que porcaria é essa? Ele está vindo direto pra cá, esse Rô, idiota, sempre um cabeça de vento!
O jovem continuava a vir e agora estampava um sorriso grande no rosto, a essa altura ele já estava cercado por todos os monstros do lugar, quando de repente ele levanta o braço e acena gritando:
- Oh HI, Édoän! – Sua voz era veludosa e forte ao mesmo tempo, trazia lembranças de um passado distante e glorioso.
Andrews sabia que tudo tinha ido por água a baixo, ele bateu com a mão na testa praguejando contra alguém, provavelmente contra aquele garoto, ele fechou as mãos em forma de selo… Essa foi a primeira vez que Andrews usou magia pura desde que havia recuperado sua consciência nesse “novo mundo”.
- Elemento da Água, Benção Tripla, Senhora de Todo o Céu, Rei das Profundezas Marítimas, Guardião Primordial, que seja feito o arranjo divino, TEMPORAL DE LUZ!
A voz de Andrews tinha se tornado incrivelmente alta, o seu tom pode ser escutado a metros de distância, os monstros do lugar deixaram de olhar imediatamente para o jovem e olharam para Andrews, que estava agora de pé sobre o muro, as suas mãos estavam fechadas em um selo, os seus olhos ambicionavam a morte, ele estava realizando uma execução…
- Édoän, quanto tempo meu amigo, quanto tempo!
- Rô! Seu imbecil, idiota, são monstros do primeiro general, termine o encantamento! – Andrews falou exasperado.
Rô olhou para Andrews e depois para os monstros, novamente para Andrews e fechou a cara:
- Você podia ser mais educado quando encontra alguém depois de tanto tempo não é mesmo? Você devia se sentir grato deu ter vindo até aqui para falar com você, eu podia ter ignorado a sua energia – se bem que isso é uma mentira, já que eu estava atrás dele desde o começo, mas ele não precisa saber disso – Seu… Seu… Seu chato!
Bem, nessa hora você fica se perguntando, que idiota seria esse que Lucas estava vendo e por que os monstros não atacavam. Se novamente olhasse pelos olhos de Lucas veria uma leva de criaturas negras cercando dois seres e as sombras aumentando assustadoramente enquanto os dois começavam a emanar uma luz fraquinha, era uma cena impressionante, por que o contingente de monstros estava aumentando, e surgindo cada vez mais e mais monstros do nada, Lucas estava aterrorizado e parado no muro apenas assistindo tudo, o que ele não sabia é que estava para começar uma batalha, duas forças estavam se digladiando, e essa paralisia, esse medo se devia ao fato de que toda vez que uma pressão espiritual exerce poder sobre o mundo, tudo se torna estático, quem não tem energia suficiente para quebrar essa “pressão” acaba por ficar estático também.
- RÔ! Por tudo que já vivemos, use o último selo! AGORA!
Rô, esse era o nome dele, ou melhor, o apelido, estava para se revelar o imortal por detrás do sorriso maroto, ele olhou para Andrews, olhou a sua volta e gritou:
- ELEMENTO NEUTRO! PURIFICAR!
Ele levantou as mãos, a chuva começou a brilhar, como se fossem centelhas divinas enviadas do céu, a aflição que estava se abatendo sobre o lugar passou, e um círculo vagarosamente começou a ser desenhado a volta dele, era como água, uma água santa, que caia em uma calha invisível e formava uma figura de ordem, de paz.
Rô bateu as palmas das mãos, e dessa vez com a voz bem mais amena disse:
- Monstros aqui presentes, seu lugar já foi decidido, que seu senhor saiba que estamos aqui, que saiba que temos de volta ao nosso lado, aquele que pode destruir todas as barreiras. O caminho se abrirá novamente a ele, mas vocês sujaram a alma desse mundo e agora merecem receber a punição, pagarão pelas mãos da luz que há muito tempo não se manifesta nesse mundo, pagarão com a purificação.
E depois sua voz mudou de novo, dessa vez cortou o ar de forma ameaçadora, um silvo de trovão:
- PU-RI-FI-CAR!
As luzes das gotas de água inundaram de vez o lugar, parecia que tudo era formado por luz, as sombras se desfizeram completamente. Enquanto Lucas respirava fundo, dois grandes amigos, dois irmãos se encontraram, e se abraçaram, esse abraço abalou as estruturas do submundo, pela segunda vez a aliança estava se reunindo, o que se pode ver naquele lugar. Aquelas centelhas nada mais eram do que as lágrimas da Deusa das Estrelas…
Lucas pulou do muro e foi em direção aos dois, ele se sentiu livre ao se aproximar, era uma energia que parecia curar todas as feridas, e por incrível que pareça Lucas tinha muitas, coisas que ele não expunha para ninguém, nem para aqueles que dariam a vida por ele.
- Garoto, esse é o nosso convidado, deixe-me apresentar, Rodêirh, O líder dos controladores do destino, meu primeiro e fiel aliado, meu amigo e irmão.
- Olá, eu sou…
- Você é o novo guardião, certo?
- Hein? – Lucas estava um tanto quanto “confuso”.
- Você poderia falar sobre isso depois? Eu já inseri memórias nele, por hoje já é o suficiente não acha não? – Falou Andrews em tom de reprovação.
- Mas… Você já contou certo?
- Claro que não, o garoto acabou de descobrir tudo…
- AGORA? – Rô parecia incrédulo. – Mas era pra você ter encontrado ele há mais de dois anos…
- Como assim? Eu acabei de descobrir minha real identidade, como eu poderia achar ele antes?
- Isso é muito estranho Édoän, eu manipulei o destino há muito tempo atrás para que você fosse o instrutor dele, eu achei que ele tinha trazido você de volta, assim como você fez com o seu pai e com o Daarkh.
- Ei! Eu sou eu ainda, não entendo por que voltei, mas eu sei que já fiz dezesseis anos nesse mundo.
- Sua vida, recomeçou? Isso é impossi…
Nesse momento ao longe uma sombra se aproximava, a chuva parou.
- A chuva divina não dura dias Rô? – Perguntou Andrews.
- Temos um convidado aqui Édoän, ele está se aproximando e ele já sabe sobre o garoto, temos que reunir a família toda, se eles forem pegos vai ser o fim de tudo, antes de tudo começar…
- Reunir família? Você fala dos irmãos?
- O elemento terra foi liberado hoje, antes de vir pra cá eu senti a mudança no panorama.
- O panorama ainda existe?
- Não importa! – Rô fez um gesto com a mão e um corte surgiu na frente deles, a realidade havia sido cortada, como um tecido.
- O que está acontecendo, Andrews? – perguntou Lucas.
- Vamos andando Lucas, eu explicarei mais depois. Rô?
- Vá você, o portal vai levá-lo até onde estão os outros dois, eles estão ao norte do mundo, ele está chegando, ele vai ver, vá agora!
- Esses dois seriam os meus irmã… – Lucas foi empurrado por Andrews e eles desapareceram dentro do portal.
Um vórtice de luzes é assim que é um portal, os corpos flutuam por que não existe gravidade o portal dobra a realidade em dois pedaços e atravessa de um lugar ao outro através de uma propriedade chamada Inércia, para os magos a inércia é a capacidade de se mover, estando parado, quem viaja por um portal acha que está se movendo, mas a realidade é que é mutante, as pessoas apenas são guiadas, é assim que funciona o mecanismo dos portais e depois de um solavanco a pessoa volta a realidade comum…
- Estamos no lugar pré-definido. – disse Andrews com fimerza.
- Estamos nos Estados Unidos, é onde meus irmãos estão…


~ por taglich em Março 15, 2008.

Deixe uma resposta